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Prevenção ao câncer de próstata e ao suicídio é tema de palestra realizada na OAB Maringá



A saúde física e mental do homem foi tema de palestra realizada nesta quinta-feira, 11/11, na OAB Maringá, promovida pela Subseção, por meio da Comissão das Mulheres Advogadas. O evento integra a Campanha Novembro Azul. Foram palestrantes o médico urologista Enio Ricardo Moresco Ventura e o psiquiatra José Cleber Ferreira.


Além de apontar números preocupantes em relação ao câncer de próstata, o médico urologista chamou a atenção para a finalidade do exame preventivo. Segundo o especialista, o importante é o diagnóstico precoce da doença, pois quando descoberta na fase inicial, a chance de cura é superior a 90%.


E aproveitou para dar a dica: “Ser magro, não fumar, fazer atividade física e até mesmo tomar café diminui a incidência dessa doença”, aponta.


QUESTÃO CULTURAL

Dr. Enio Ventura destacou ainda que um dos obstáculos para o diagnóstico precoce é cultural. “Os homens normalmente são levados pela mulher. E quando vão por conta ao consultório é por outra queixa. A próstata não traz paciente ao médico, mas impotência traz.”


A boa notícia é que a nova geração pensa um pouco diferente em relação ao tema, sendo mais aberta aos exames preventivos, embora chega ao consultório com outros problemas associados, como obesidade e diabetes.


REPOSIÇÃO HORMONAL

O médico falou ainda sobre a importância da reposição hormonal, quando há queda na produção de testosterona. “Podemos comparar o déficit de testosterona em um homem como o comportamento de um animal cadastrado. Come, dorme e engorda. Perde ímpeto para atividades do cotidiano.”


No entanto, lembrou dos riscos da reposição hormonal em níveis inadequados, especialmente para pessoas sem indicação médica, a exemplo dos jovens nas academias em busca do ganho de massa muscular. “Toda reposição no jovem leva à infertilidade. Ela bloqueia a produção normal da testosterona, resultando inclusive na atrofia dos testículos”, conclui.

A EPIDEMIA DA DOENÇA MENTAL

A segunda palestra da noite foi proferida pelo médico psiquiatra José Cleber Ferreira, que abordou os transtornos mentais e os riscos de suicídio.

Logo no início de sua fala, ele apontou um estudo da Universidade de Harvard (EUA), realizado há 30 anos, prevendo que em 2020 a depressão seria a doença mais incapacitante do mundo. “Isso sem mencionar a pandemia, que elevou ainda mais os números dessa doença e do abuso de álcool.”


Ao abordar o suicídio, que vem aumentando vertiginosamente, exatamente em consequência dos problemas mentais que também estão em elevação, o médico frisou que a cada 40 segundos uma pessoa tira a própria vida no mundo e a cada três segundos há uma tentativa.


E o Brasil ainda tem um problema grave que é a subnotificação, que prejudica a adoção de medidas preventivas de saúde pública.


AMBIVALÊNCIA NO SUICÍDIO

Ele esclareceu que o suicídio tem como característica a ambivalência, ou seja, a pessoa, ao mesmo tempo em que quer acabar com a própria vida, tenta se segurar em algo para não comentar o ato. Por isso, é fundamental a realização de campanhas como Setembro Amarelo e a melhor preparação das pessoas em geral para lidarem com um potencial suicida.


PREVENÇÃO AO SUICÍDIO

Como avaliar se há risco de suicídio em alguém? Como ajudar uma pessoa em uma situação difícil?


O especialista explica que há fatores que levam ao suicídio e que precisam ser observados, como depressão, dependência, desespero, desamparo, histórico de tentativa e caso na família.


No entanto, uma forma de auxiliar uma pessoa nessa situação é usar a balança da vida, ou seja, buscar os chamados fatores protetores para contrabalancear os fatores negativos.


FATORES PROTETORES

São exemplo desses fatores protetores: crianças em casa, sentimento de pertencimento, ausência de doença mental ou tratamento correto, não usar álcool e outras drogas e religiosidade.


E a melhor forma de ajudar uma pessoa em situação de desespero é perguntar, por exemplo: “O que eu poderia fazer agora para te ajudar?” e outras frases de acolhimento, mas jamais o julgamento.


Para a presidente da comissão organizadora, Marlene Tissei São José, foi uma palestra transformadora. “Certamente saímos daqui com outra visão a respeito dessas doenças e como podemos auxiliar as pessoas. Esse é o nosso objetivo”, finaliza.








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