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“Estaremos cientes e preparados para os riscos do largo uso da inteligência artificial?”



A inteligência artificial e seu impacto na advocacia foi o tema abordado pelo advogado Juliano Breda, que presidiu a OAB Paraná no triênio 2013-2015, na conferência que integrou a etapa de Maringá na 8ª Conferência da Advocacia Paranaense. A mesa de trabalhos foi também composta pela presidente da OAB Paraná, Marilena Winter; pelo presidente da subseção de Maringá, Eder Fabrilo Rosa; pela conselheira federal Ana Cláudia Pirajá Bandeira; pelo vice-presidente da OAB Paraná, Fernando Deneka; pelo secretário-geral, Henrique Gaede; pela secretária-geral adjunta, Roberta Sarmento; pela diretora da jovem advocacia, Fernanda Valério; pela diretora de prerrogativas, Marion Bach; e pela presidente da Caixa de Assistência dos Advogados do Paraná (CAA-PR), Kelly Cristina de Souza.


Em sua saudação aos presente, a presidente da OAB Paraná destacou o aspecto inovador da 8ª Conferência. “Estamos fazendo uma conferência inovadora, passando por várias subseções. Queria pedir uma salva de palmas ao brilhante trabalho de coordenação feito pelo Dr. Luiz Fernando Casagrande Pereira, que ainda não está aqui por motivos alheios à sua vontade, e pela Dra. Marion Bach”, pediu, sendo prontamente atendida.


Resgate

“Celebramos em maio os 45 anos da histórica conferência de 1978. Ela inspira esta conferência pela participação ampla e democrática nos debates. Os temas propostos nas preparatórias vão conformando teses que retratam o pensamento da advocacia paranaense. Em outubro, a conferência final será fruto dessa construção conjunta. É inédito vir com a conferência até onde está a advocacia, assim como é inovadora a aproximação com os profissionais do amanhã, que participam do I Moot da OAB Paraná. A advocacia é una e nos damos a mãos todos juntos, simbolicamente, nesta conferência multiplicada com as etapas preparatórias. Maringá também faz história”, declarou a presidente.


O presidente da OAB Maringá manifestou sua alegria por ser o anfitrião do evento. “Faço uma especial saudação a duas pessoas que nos inspiram todo dia e deixaram a estrada pavimentada na gestão da OAB Maringá, Marcelo Costa e Airton Molina. É uma honra receber a conferência, um evento histórico da seccional. Trazer a seccional para o interior nos dá noção da verdadeira força da nossa instituição”, afirmou.


A diretora de prerrogativas da seccional, Marion Bach, que coordena a conferência ao lado do diretor-tesoureiro Luiz Fernando Pereira, destacou a felicidade em ver um público tão qualificado presente no auditório da OAB Maringá. “Me senti desafiada ao aceitar coordenar junto com o Dr. Pereira essa conferência que se multiplicou com as sete etapas preparatórias. Hoje quero agradecer também ao Dr. Juliano Breda por aceitar nos falar sobre inteligência artificial nesta noite”, destacou.


O caráter inovador do evento foi também ressaltado pela vice-presidente da CAA-PR. “Parabenizo a presidente Marilena Winter e toda a diretoria por esse conceito inovador da 8ª Conferência. Foi gratificante ver a motivação do Moot e a qualidade dos debates e demais sessões”, disse Kelly Cristina de Souza.

Impacto

Imagens da animação “Os Jetsons” foram apresentadas no início da exposição de Breda para fundamentar o argumento de que muito da tecnologia de hoje foi prevista nos anos 50. A distância temporal entre a antevisão tecnológica e sua concretização é cada vez menor. “Estaremos cientes e preparados para os riscos do largo uso da inteligência artificial?”, provocou antes de compartilhar visões de médicos e cientistas sobre os nanochips em humanos, para a reversão de doenças como paralisia ou cegueira. “Se na área médica o impacto é esse, o que dizer do efeito no mercado de trabalho? Elon Musk já apontou o desemprego em massa e as respostas estatais para esse problema como uma questão relevante do avanço do uso da inteligência artificial”, apontou.


Breda também apontou cases de substituição de profissionais de diversas áreas por engenheiros de computação, citando em primeiro lugar traders da Goldman Sachs. A advocacia não escapa à tendência, observou. “Isso ocorre especialmente quando se trata de processar um grande volume de dados ou informações, mesmo nas atividades mais complexas, como a dos grandes analistas de investimentos, substituídos por algoritmos e supercomputadores”.


Esperança

O advogado disse não acreditar que a advocacia um dia será totalmente substituída pela inteligência artificial. Contudo, em sua visão, a discussão sobre a responsabilidade em casos de falhas de atos realizados sem a intervenção humana, por exemplo, precisa ser muito ampla. Breda também citou exemplos para ilustrar os riscos e a imprevisibilidade do uso da inteligência artificial em larga escala.


Para o palestrante, o papel de discutir o tema e as vulnerabilidades correlatas é da advocacia e da OAB”, sustentou, conclamando a todos a ter a esperança nos moldes citados por Paulo Freire: “esperançar” e lutar em lugar de esperar. “O futuro não surge da noite para o dia. Ele é resultado das ações e omissões cotidianas de cada um de nós”, resumiu.

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